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Autor Tópico: A história da Electrónica  (Lida 744 vezes)
José Flor
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OzFlor - José Flor


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« em: Maio 02, 2008, 12:09:30 »

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Introdução à electrónica básica
A história da Electrónica

A evolução da electrónica foi lenta no início, porém, com o passar do tempo acelerou. Nos séculos dezessete, dezoito e dezenove, foram informações dispersas, aleatórias.
Em 1835 Munk, ao gerar centelhas de alta tensão próximo de certos pós metálicos, observou que estes mudavam sua condutividade elétrica. Isto ficou registrado, mas não se encontrou uma utilidade prática para o fenómeno.
Acredita-se que o dispositivo electrónico mais antigo foi uma célula fotovoltaica construída em 1839 por Becquerel. Embora funcional, sua utilidade era meramente para curiosidade científica.

Célula fotovoltaica

A partir de 1850, a físico-química passou a se interessar nos fenómenos do comportamento da AT (Alta Tensão) e dos gases. A experiência de Plucker pode ser considerada como ponto de partida para tal. O pesquisador, ao conectar tensão elétrica muito alta em dois electrodos, inseridos numa ampola de vidro com atmosfera rarefeita, mostrou o fenómeno da descarga dos gases. Durante sua demonstração, observou-se um efeito electroluminescente de cor púrpura sobre as paredes do vidro.
Em 1861 foi descoberto o efeito fotocondutivo do selênio. Posteriormente, em 1873, Willoughby Smith investigou o efeito e delineou as primeiras leis da fotocondutividade.
Em 1866, Varley novamente observou a mudança de condutividade de pós metálicos na presença de centelhas elétricas, da mesma forma que Munk em 1835, porém, o fenómeno continuou a parecer meramente curiosidade científica.
A válvula termiónica teve seus primórdios em 1873, quando Guthrie aqueceu uma esfera metálica e a aproximou de um electroscópio carregado. Ao fazer isso, o dispositivo se descarregava.
Braun descobriu o efeito semicondutor no ano de 1874, observando os sulfetos de chumbo e de ferro.
Alexander Graham Bell e Sumner Tainer em 1878, utilizaram a célula de selênio para fazer experiências com um telefone sem fio, utilizando ondas luminosas.
Hughes descobriu como gerar ondas electromagnéticas em 1874, independentemente do trabalho de Clerk Maxwell. A intenção de Hughes não era a geração de ondas em si, mas sua detecção através de dispositivos (diodos) semicondutores que consistiam numa agulha de ferro em contato com um glóbulo de mercúrio, que resultava num filme de óxido de mercúrio. Este contato resultava no efeito da retificação por semicondutividade. Hughes, na verdade, se antecipou à geração de radiofreqüência em cinco anos à Hertz e em dez anos em sua detecção.
Elster e Geitel no início de 1880 encerraram um filamento de uma lâmpada incandescente e uma placa metálica numa ampola com vácuo. O efeito observado foi uma corrente elétrica que fluiu do filamento à placa através do vácuo. Ao mesmo tempo Flemming, (naquela época empregado de Thomas Edison), estava investigando o porquê do escurecimento do vidro de uma lâmpada de filamento. Inseriu uma placa metálica e fez uma ligação externa ao dispositivo. Ao fazê-lo, observou que ao se aplicar um potencial positivo à placa em relação ao filamento, imediatamente fluía uma corrente elétrica pelo vácuo. Ao inverter a polaridade, a corrente não fluía. A este efeito se deu o nome de Efeito Edison.
Calzecchi Onesti, em 1884, voltou a observar a mudança de condutividade de pós metálicos na presença de centelhas elétricas, da mesma forma que Munk em 1835, porém, novamente o fenómeno continuou a parecer meramente curiosidade científica.
Hertz, no ano de 1887, observou o efeito fotoemissivo, que foi aprimorado em 1890 por Ebert, Hallwachs e Wiedemann. Em 1890 Elster e Geitel desenvolveram a primeira válvula electrónica fotoemissiva.
De novo, agora na pessoa de Branly, em 1890, houve a observação da mudança de condutividade de pós metálicos na presença de centelhas elétricas, da mesma forma que Munk em 1835, porém, o fenómeno ainda continuou a parecer meramente curiosidade científica, sem uso prático.
Minchin e Oliver Lodge, de forma independente, sugeriram que o fenómeno da alteração da condutividade de pós metálicos na presença de centelhas elétricas era ocasionada por ondas que se propagavam pelo espaço que emanavam das centelhas. Lodge então, em 1894, preparou um tubo com limalhas de ferro, seguindo o método de Branly. Descobriu que este método poderia servir para detectar ondas hertzianas. Ao dispositivo foi dado o nome de coesor, porque, quando as ondas electromagnéticas passavam por si, as limalhas se aglutinavam e tinham que ser extraídas antes de outra emissão de radiofreqüência.
A partir de 1850, com as experiências de Plucker sobre a electroluminescência, Hittorf, William Crookes e Goldstein, iniciaram uma investigação dos efeitos da Alta Tensão. Crookes inseriu um electrodo em forma de cruz de malta no tubo de vidro, foi observado que o brilho produzido pelos raios invisíveis, era devido à aceleração de algum tipo de partícula ou raio que provinha do electrodo negativo para o positivo. A este tipo de manifestação se deu o nome de raios catódicos, pois acreditou-se que sua carga era negativa. A experiência foi confirmada por Hallwachs. Em 1897 Thomson estudou o efeito e deu o nome de elétrons às partículas aceleradas no tubo de raios catódicos.
Tommasina reinventou o detector de radiofreqüência de Hughes em 1899. Ao dispositivo foi dado o nome de coesor de auto-restauração de Castelli, de Solari, ou coesor de auto-restauração da Marinha Italiana.
O padre Roberto Landell de Moura, em 1893, iniciou as experiências com um telefone sem fio utilizando radiofreqüência, fazendo uma demonstração pública 03 de junho de 1900.
Em 1901, Marconi recebeu os primeiros sinais de rádio através do Atlântico. O detector utilizado foi um retificador de glóbulo de ferro mercúrio idêntico ao inventado por Hughes em 1874.
As descobertas do século XIX só vieram a ser compiladas no início do século vinte. Com a utilização prática para a emissão termoiónica através da utilização do diodo termiónico, triodos, tetrodos, pentodos, etc, iniciou-se a era da electrónica termoiónica, ou termiónica, quando John Ambrose Fleming utilizou estes efeitos para a amplificação de sinais.


José António Flor de Sousa
« Última modificação: Outubro 08, 2008, 11:47:50 por José Flor » Registado

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« Responder #1 em: Maio 04, 2008, 04:29:45 »

O texto está muito bom mas no entanto tenho apenas uma crítica a fazer:

Convém acrescentar algumas imagens para não tornar o texto demasiado pesado Wink
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« Responder #2 em: Maio 04, 2008, 10:42:02 »

Pois, é faltam as imagens para falar por 1000 palavras. Tenho que fazer umas pesquisas nisso. Ou se alguém tiver imagens,pode passar que eu agradeço. Tem é que ser imagens a condizer com o testo, mas também pode acrecentar matéria nova com imagens.
Obrigado.
José Flor
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